Adeus Carlão

Carlos Reichenbach morreu na última quinta-feira, mas ainda estou esperando a notícia de que foi tudo um engano. Muitos escreveram sobre o cineasta Carlão, enquanto outros, os mais sortudos, preferiram se lembrar do amigo Carlão. Eu não tive a sorte de ser seu amigo, mas sempre que conversei com Reichenbach, ele foi uma pessoa gentil e genuinamente camarada.

Por isso quero lembrar outra faceta de Carlão, também muito importante: sua participação na internet. Para certa geração de cinéfilos, ele foi uma das vozes da cinefilia obrigatórias na internet, através de sua colunas no Terra, no Cineclick e finalmente seu blog pessoal. Sem qualquer preocupação em ser crítico de cinema, Carlão estava sempre chamando a atenção para filmes e cineastas; de preferências desconhecidos e/ou radicais, corajosos e inventivos. E tarados também. Qualidades que ele reverenciava.

Além disso, sempre incentivou e divulgou todos aqueles que contribuíam para o pensamento sobre cinema e a cinefilia. Incluindo este que vos escreve. Desconheço no Brasil, e talvez no mundo todo, um cineasta tão aberto e participativo quanto ele.

Adeus Carlão. Obrigado por tudo.